SINDICATO PRIVATIZADO
Nos próximos 10 e 11 de dezembro haverá eleição no SINTSEF/BA. Mais uma vez, apenas uma chapa concorrerá. Raríssimas exceções, novamente as mesmas figuras de sempre.
Até tentei dialogar, visando compreender melhor “o buraco” onde nosso sindicato está metido e tentar ajudar. Não querem! “Existe muita resistência à sua volta ao sindicato”, afirmaram. Até parece que o SINTSEF está em condições de desprezar ajuda.
Mas, deixa quieto é o modelo! O fundamental para analisar é que o sindicato perdeu totalmente a capacidade de defender o Serviço Público e seus trabalhadores. E o certo é que uma categoria desorganizada, com sidicato fraco ou sindicato jogando contra (pelego) está condenada a todos os fracassos presentes e futuros.
Nossa acomodação conduziu-nos a essa realidade. Deixamos de participar, fiscalizar e uma minoria se apropriou de algo que é coletivo e público. Privatizaram.
Penso, também, que o exemplo deve ser dado, principalmente, pelos dirigentes. Quem se propõe a lutar contra injustiças e transformar a realidade deve cotidianamente servir de referência, ir se instituindo como sujeito político, étnico e moral. O resto é esperteza vã, conversa mole para boi dormir.
Em qualquer lugar no Serviço Público que se anda hoje em dia, sempre tem alguém a reclamar da degradação dos órgãos públicos. Da falta de atuação técnica e política dos dirigentes sindicais, a denunciar desvios sérios no nosso sindicato.
Os atuais dirigentes, muitos pais e mães de famílias, têm a obrigação de demonstrar que são dignos. A dignidade de alguém que quer transformar o mundo é seu principal patrimônio. Deve estar sempre altiva.
Para mostrar que estão errados os que insinuam roubos, desvios, enriquecimento pessoal, a atual direção deve constituir uma auditoria independente. Abrir as contas e os documentos. Quebrar a atual opacidade. É a mínima reação de pessoas, de fato, honradas e dignas. É o mínimo para resgatar a importante confiança dos filiados.
Do nosso lado, da base, acredito que devemos dar um prazo para que tudo isso aconteça. Do contrário, devemos anular nossos votos. Consultar o Ministério Público para a possibilidade de uma intervenção e buscar novas alternativas políticas para garantir a luta por nossos direitos e dos nossos filhos.
O que aí está, tão novo! Caducou muito rápido. Apodreceu muito rápido!
Salvador, 15/11/2015 (Dia da República que tememos implantar) Edson Miranda – ex-diretor



