“É greve porque é grave”: Asphan apoia o movimento grevista da Cultura

Prezados Colegas,

A Direção da ASPHAN vem acompanhando com atenção o desenrolar do movimento de greve na Cultura, em especial, em relação ao Iphan e ao Ibram, institutos a que pertencem ou pertenceram (no caso dos aposentados) nossos associados. Buscamos apoiar aqueles representantes da ASPHAN que nos procuraram e continuaremos a dar o suporte que estiver ao nosso alcance, para garantir a continuidade do movimento, até a obtenção de um acordo que atenda ao nosso antigo anseio de um Plano de Carreira.

De fato, a exposição pública com a informação de que, há VINTE ANOS, lutamos por um Plano de Carreira é impactante e contribui para o constrangimento das autoridades, pelo evidente descaso com o conjunto de servidores da Cultura por seguidos governos. Outro mote do movimento que tem sido usado, “É GREVE PORQUE É GRAVE”, é outra afirmativa absolutamente verdadeira. 

Constatamos com tristeza que, a cada mês, mais e mais servidores, sequer têm recursos para pagar um Plano de Saúde. Ademais, o altíssimo número de colegas que tem que recorrer ao empréstimo consignado, não para buscar a aquisição de algum bem, ou devido a emergências de saúde ou familiares, mas tão somente para conseguir pagar inúmeras dívidas financeiras decorrentes de salários que não garantem a sua subsistência mínima. Isso sem falar da grande evasão de servidores, desencantados não com o objeto de trabalho, mas com as condições salariais e de trabalho. 

Sim, a situação é muito grave do ponto de vista salarial e agrava-se a cada negociação por reajustes, com a política velada do MGI de aumentar a disparidade entre categorias de trabalhadores públicos, num movimento em sentido completamente oposto ao discurso político-midiático. 

A situação é grave, tanto do ponto de vista pessoal dos servidores que não conseguem sobreviver com a remuneração que recebem, como da perspectiva institucional, no tocante ao cumprimento efetivo de sua missão. 

Esperamos que as negociações ocorram não olvidando os aposentados, que foram o esteio desta instituição em momentos importantes de sua jornada, respeitando os direitos adquiridos por estes servidores. 

Urge a interrupção de uma maléfica política salarial baseada em melhorias de benefícios periféricos em detrimento da recomposição das remunerações, de maneira justa e abrangente. 

Lamentavelmente, se este movimento não vingar em seu pleito, o próximo mote a ser adotado, será não uma greve de fome, mas uma GREVE PORQUE PASSAMOS FOME.

Saudações,
Leonardo Barreto 
Presidência ASPHAN

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