“O Ministério da Cultura também pede socorro”, declarou a Ministra da Cultura, Margareth Menezes, ao ser abordada por funcionários do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – Iphan, que estão em campanha nacional para conquista de um Plano de Carreiras do Ministério, ontem, 06, durante cortejo comemorativo dos 20 anos do Programa Cultura Viva, no Rio Vermelho, Salvador.
A ministra declarou ainda que sua pasta está empenhada para abrir uma Mesa Específica de Negociação, junto ao Ministério da Gestão e Inovação ( MGI) com a finalidade de aprovar proposta de Plano de Carreiras da Cultura, a ser apresentada no próximo dia 22 de julho.
Durante a manifestação dos funcionários do Iphan, vários detentores de bens culturais tombados e registrados se solidarizaram com a luta dos trabalhadores do órgão. A exemplo de Rita Santos, presidente da Associação das Baianas de Acarajé e, atualmente, também conselheira da Unesco. “O Iphan tem que ser valorizado, sim, e muito, pois têm muitos bens para ser patrimonializados e não adianta patrimonializar e não ter verba para fazer nada, não tirar do papel”, afirmou Rita Santos.
Tempo, tempo, tempo!
Há mais de 20 anos, os trabalhadores do Iphan lutam para conquistar um Plano de Carreiras para o órgão de preservação cultural no Brasil com quase 90 anos de existência. “Nesses quase 90 anos, o Iphan tem uma lista enorme dos mais diversos trabalhos no campo da Cultura e, também, inestimáveis serviços prestados em prol do desenvolvimento da sociedade brasileira”, afirmou Edson Miranda, representante da associação dos funcionários do Iphan (ASPHAN).
É Miranda quem ainda afirma: “seus trabalhadores acumularam, ao longo desse período, conhecimentos e experiências suficientes para colaborar, muito mais, na urgente construção de uma verdadeira Nação Brasileira, democrática e plural, já que, nas últimas décadas, realiza uma forte incorporação de bens e manifestações da Cultura Popular, que antes se encontrava apartada e sem o devido reconhecimento da sua imensa colaboração na construção da nossa identidade. Por ironia do destino, má visão cultural ou falta de vontade política dos nossos dirigentes, talvez os três juntos, o Iphan, que a princípio, reúne todas as condições atuais para, através da ideia de Cultura e Patrimônio, passar a ser um interlocutor e mediador importante para esse novo e necessitado momento de construção da nacionalidade brasileira, através de um amplo, democrático e eficaz diálogo entre os seus mais diversos agentes e atores, sociais, culturais e políticos, encontra-se, atualmente, na condição do órgão mais desprestigiado, mais abandonado da república”.
Ascom ASPHAN
SSA, 07/07/2024
Campanha para o Plano de Carreiras
www.asphan.org.br
(71) 9 81875656



